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Tres estudantes universitarios decidem aplicar toda a sua capacidade intelectual em torno de temas como musica, desporto e muito mais... Atreva-se, se for capaz...

segunda-feira, outubro 27, 2003

O que é Jornalismo?

Além de um livro, excelente diga-se, de Nelson Traquina, é uma questão fundamental na sociedade de informação em que nos inserimos. Com o aparecimento e crescimento explosivo da Internet, urge distinguir os conteúdos informativos a que temos acesso.
Sendo consensual que a rede mundial de redes de computadores possibilita que qualquer pessoa transmita notícias, o jornalista e o consumidor de informação devem ser capazes de reconhecer matérias credíveis. Na Internet, é difícil saber filtrar e questionar a informação a que acedemos, sendo prática corrente não procurar identificar quem escreveu o quê. Com o fenómeno blogger, é ainda mais fácil divulgar conteúdos.
Fonte acessível e imediata, a Internet deve ser usada com parcimónia pela comundidade jornalística, obrigada a confirmar os factos que conhece através da rede.
Muito se tem profetizado acerca das consequências que resultarão da massificação da vida cibernética. Alguns acreditam na morte do jornalista e dos meios de comunicação tradicionais, outros vêem a Internet como um meio complementar e auxiliar da Televisão, Rádio e Imprensa.
As reflexões suscitadas pelo novo meio fazem-se acompanhar de interrogações sobre a performance dos vários órgãos de comunicação social. Assistimos à banalização do conteúdo jornalístico, frequentemente subvertido e vergado a manipulações de que, não tenhamos dúvidas, tem sido alvo. O jornalista tem sido, neste contexto de guerras e escândalos de pedofilia que envolvem políticos e personalidades do mundo jurídico, carne para canhão, utilizado por quem necessita de aparecer e de passar uma mensagem. É para mim um acto de enorme esforço assistir a qualquer jornal televisivo da RTP1, SIC ou TVI. A informação torna-se previsível, repetitiva, quase sempre vazia. Como escreve Rui Baptista no Público de 24 de Outubro de 2003, qualquer vendedor de amendoins pode ser um comentador para os canais de televisão; não há qualquer filtragem na selecção do que é transmitido e de quem transmite, o que interessa é que se passem opiniões e se suscitem opiniões. Revolta-me ainda mais o Jornal Nacional, que viola todos os princípios jornalísticos. Ao ver Manuela Moura Guedes sou tentado a defender a pena de morte em Portugal, tal o ridículo que caracteriza cada pormenor daquela mulher, Desde a sua apresentação, até ao facto de se mostrar senhora da verdade absoluta, defensora dos fracos e oprimidos e do jornalismo de causas, ou seja, das causas que visam o choradinho fácil e um noticiário de 2 horas, com grandes reportagens sobre o “sr. que não quis ser identificado”.
Valha-nos o “Jornal 2”…

André Viana

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quarta-feira, outubro 15, 2003

Concentração dos Media

A Cofina, que controla o Record e a SIC, comprou 19% das acções da Lusomundo, detentora do JN e do DN, entre muitas outras empresas ligadas à comunicação social. O grupo PT, que controla a Lusomundo, tem o quase monopólio das redes de telecomunicações nacionais, domina os cinemas, domina grande parte da paisagem mediática, domina a tv por cabo...
Interessa-nos para o caso o domínio dos media, que está cada mais concentrado e que depende das condições em que o nosso mercado se desenvolve, ou seja, funciona segundo a lógica dinheiro/lucro. Não pretendemos, creio, que Portugal siga o exemplo italiano, onde apenas um jornal foge ao controlo do todo-poderoso Silivio Berlusconi.
Relembro que, no mês passado, o BE apresentou no Parlamento uma proposta para que se discutisse a temática da concentração dos media. Infelizmente, e estando eu longe de ser um bloquista, o tema não vai ser alvo de debate porque a maioria rejeitou problematizar o assunto. Para nós, candidatos a futuros jornalistas, e para a sociedade democrática e pluralista em que pretendemos viver, esta é uma má notícia. A concentração mediática resulta na deturpação da informação, oferece-nos mais do mesmo. É fundamental saber para quem trabalhamos e quem controla a informação que consumimos. Questionar a matéria jornalística, o privilegiar de um assunto em detrimento de outro, deve ser uma das virtudes de qualquer cidadão.
É que sem darmos por isso, podemos estar a ser carne para canhão...

André Viana

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segunda-feira, outubro 13, 2003

Discursar melhor

No rescaldo de 6 meses agitados na blogosfera, temos apanhado as canas dos vários foguetes que explodiram. O nº de blogs e de bloggers cresceu imenso; alguns vieram para ficar, muitos experimentaram e seguiram para outra.
Um blog pode conter notícias, comentários, divagações filosóficas, registos pessoais, cadernos literários ou de poesia, enfim, o que nele quiserem inserir. Quem procura fama e reconhecimento deve tentar outra actividade mas quem gosta de escrever e de evoluir tem aqui o seu espaço.
Isto para dizer que a criação de um blog deve acompanhar-se da definição dos temas a tratar no mesmo. O blogger deve estar ciente das dificuldades inererentes à manutenção da sua página. O entusiasmo inicial é, frequentemente, apenas isso mesmo. Escrever exige tempo e imaginação, exige vontade para acabar um dia frente a um computador e partilhar, não se sabe com quantas pessoas, um facto que suscitou o nosso interesse.
Delimitar um campo temático é útil para gerir um blog, a tendência actual assim o diz. Falo nisto porque os conteúdos desportivos estão, agora, quase arredados deste espaço. Tenho um blog de desporto e colaboro num site de música, o que limita a exploração destes temas no Discursos Paralelos, projecto que nasceu acompanhado da ingenuidade inerente a um principiante no fenómeno. Hoje faria a coisa de outra forma.
Não vou deixar o Discursos morrer, apesar da pouca participação do Ivo e da ausência da Rita, e prometo regularidade nas minhas intervenções e diversidade nos temas.
A reformulação deste blog é indispensável e vão surgir, em breve, novidades. Cinema, música, media, desporto, políticas e outros temas terão um espaço fixo e periódico.
Fiquem para ver e desculpem os erros recentes.

André Viana

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quinta-feira, outubro 09, 2003

ABSOLUTIONmente essencial

Ainda não escrevi aqui sobre o novo álbum de originais dos britânicos Muse. Absolution saiu a 22 de Setembro e promete fazer as delícias dos adeptos da banda. Compra obrigatória para quem gosta de um bom rock.

Matthew Bellamy é o líder de um trio britânico frequentemente comparado com Radiohead. Muitos vêem nessa comparação um motivo para rejeitar Muse; os que dão o benefício da dúvida acabam, normalmente, por se render a um som que oscila entre a guitarra mais poderosa e o piano mais suave. Tendo pontos de contacto com o fenómeno Thom Yorke, os Muse marcam, sobretudo através do génio de Bellamy, um estilo muito próprio a que ninguém fica indiferente. Há ali qualidade, novidade, até mesmo algo de sobrenatural em temas como "New Born", "Citizen Erased" e o novo "Time Is Running Out". Muse não são uma cópia de Radiohead e essas comparações não devem ser levadas em linha de conta na hora de ligar a aparelhagem e delirar com o som do trio. Melhor só mesmo ao vivo.
O novo álbum da banda, sucessor de "Showbiz" e "Origin of Symmetry", segue a linha dos anteriores, o que não é uma crítica. Falta-lhe, talvez, uma grande música como é "New Born", entrando no estilo de som mais acessível da maior parte dos temas de "Showbiz". A reacção de quem ouve é de paixão imediata mas talvez falte mesmo uma grande música e o tipo de sonoridade menos convencial de "Space Dementia", "Micro Cuts" ou "Hyper Music".
Contudo, o que se pode dizer de "Absolution" é que é um álbum que não defrauda, sendo uma companhia muito agradável para matar saudades dos Muse e da sua presença nos palcos portugueses. O génio de Bellamy e a qualidade do baixo e da bateria continuam intactos.

André Viana

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Já podem comentar...

O discursos paralelos, bem como o quarto árbitro já têm disponível o sistema de comentários. A interactividade prometida desde a criação deste blog está agora facilitada. Para tal basta usarem o link "Comments", deixando de seguida a mensagem que pretendem transmitir.

Equipa do Discursos Paralelos

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segunda-feira, outubro 06, 2003

Factor C

Numa época em que o nome de Pedro Lynce era frequentemente falado em função das suas políticas relativas ao Ensino Superior, o ministro deixou o executivo por ter ludibriado uma lei. Um caso que envolve ainda o ministro Martins da Cruz.

Pedro Lynce demitiu-se do cargo que ocupava no governo liderado por Durão Barroso. Acho curiosas as reacções dos colegas de partido dos ministros que se demitem na sequência de escândalos que os envolvem: recordam sempre os colegas como grandes homens, que colocam o país à frente dos seus interesses, que abdicam do cargo numa atitude humilde e corajosa. Uma estátua para eles por favor.
Para nós, cidadãos comuns, fica mais um motivo para duvidar dos políticos e de todos os outros homens que detêm o poder, o dinheiro e/ou os meios. Mais, fica a certeza de que vivemos num mundo desigual, no qual apenas existem 2 caminhos: sobreviver ou aderir aos mais fortes. Poucos são os que conseguem fugir aos grupos de poder, poucos são os que sabem gerir esse poder.
É difícil acreditar na imagem do político altruísta, que coloca a nação ou a cidade que representa acima da sua pessoa.
Pedro Lynce deturpou uma lei clara para ajudar o colega de governo. Um saiu e é lembrado como um herói, outro continua em funções... No meio de tudo isto, Durão é o menos culpado e, parece-me, o mais esforçado. É mesmo melhor primeiro-ministro do que líder da oposição.

André Viana

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quinta-feira, outubro 02, 2003

O preço do Ensino...

Não querendo partir do principio de que todos os licenciados no nosso pais vão para o desemprego, mas admitindo que essa é uma realidade que afecta milhares de jovens, não posso deixar de me insurgir perante uma propina de 600 euros (que promete aumentar). Essa até podia ser um valor aceitável se paralelamente houvessem melhores condições para os alunos, e fossem abertas novas perspectivas de trabalho. Mas o facto de isso não acontecer, leva-nos a concluir que o ensino em Portugal é apenas mais uma fonte de rendimento, na qual o Estado tenta salvar a pele...

Ivo Adão

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quarta-feira, outubro 01, 2003

Novo blog!

A blogosfera assite hoje ao nascimento de mais uma página. Chama-se "Quarto Árbitro"...

A mistura de um portista, um benfiquista e um sportinguista promete ser explosiva. Sem papas na língua, este espaço está aberto à participação dos seus visitantes. Passem por lá, deixem opiniões. Um novo conceito de blog...

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Falemos de bola!

Com o processo "Casa Pia" a ter mais edições do que o Big Brother (há quem diga que vai virar programa, apresentado por Teresa Guilherme obviamente), com a tiragem do 24 Horas a subir (obrigado famosos e viva os escândalos) e a paciência para com os políticos a descer, só apetece falar de futebol. Acontece que nem por aí as coisas vão bem. Joguem à bola!

Chamem a polícia. Os clubes de futebol portugueses têm sido vítimas de roubos constantes, todas as semanas. Lembro-me, por exemplo, de ver o Argel roubar um golo ao Ricardo Fernandes (há gajos egoístas mas acho que o Ricardo não se importou muito), de ver o Leonardo roubar 2 pontos ao Benfica com o jogo a acabar, de ver o Manoel roubar o pouco discernimento que ainda reinava para os lados de Alvalade (XXI, desculpem. Alvalade XXI). Ah, vi também um fungo roubar ao Sporting um relvado. Novinho que ele era, e tão... verde!
Ora, o clima de suspeição vigente no futebol nacional apenas vem tapar o sol com uma peneira. O que se passa é que é sempre mais fácil buscar explicações externas do que olhar para dentro. Perante o banho de bola levado nas Antas e perante a ausência de uma mentalidade ganhadora e da pressão alta tão apregoada pelo engenheiro, os leões têm mais é de lamentar as debilidades internas. Quem entra em Moreira de Cónegos com a atitude, ou falta dela, que o Sporting evidenciou não merece muito mais. É certo que os leões tiveram uma boa meia-hora final e podem lamentar erros do árbitro. Não chega! Nem justifica a histeria de Dias da Cunha e da SAD leonina. Claro, o Porto é que tem a culpa.
Já o Benfica pode alegar que entrou bem no jogo das Antas. Aliás, talvez tenha jogado aí a única meia-hora interessante que se lhe viu nesta Superliga, mas os erros evidenciados e a resposta a esses erros são pequenos pormenores que no fim acabam por ditar a diferença entre o campeão... e os outros, o resto.
Os erros de arbitragem juntam-se à bola na barra, ao último passe que sai curto, ao remate que o guarda-redes tirou em cima da linha. Estes e outros exemplos fazem parte da componente aleatória inerente ao futebol. Já no resto, e refiro-me nomeadamente ao "trabalho de casa", nada acontece por acaso. Por isso o F.C. Porto é, hoje, a melhor equipa portuguesa. De longe...

andrev

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De volta!

Saudações blogueiras! André Viana is back...

Suponho que alguma alma caridosa tenha sentido a minha falta, mas estou de volta. Para ficar! Lamento a ausência mas o meu computador foi vítima de uma fatalidade e só agora tomei a decisão mais difícil, comprar um novo. Imagino que saibam como é dura a separação. Pois, depois de muitos momentos juntos e de muitas marretadas para ver se aquela merda andava, decidi arranjar uma máquina nova. Para trás fica a saudade do meu Pentium Carvão, com um leitor de cds de 2x (lento e sem funcionar) e monitor de 10 polegadas quando eu lhe punha as mãos em cima. Estou de volta e isso é o que interessa, pelo menos para mim. Ah, e para além dos discursos vai surgir um novo projecto, bem mais arrojado. Ainda assim, este blog está para durar, assim o queiram o ivo e a rita também. Sim, é que a eles não há computador avariado que desculpe.

andrev

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